Wednesday, 3 December 2014

Lia 14 e 15 meses


Dia 28 de novembro Lia completou 15 meses! Com algum atraso, vamos lá registrar como ela esteve em outubro e novembro (com 13 a 14 meses).

Outubro começou com dias MUITO difíceis. Ela ainda estava incomodada com o nascimento dos dentes e a ansiedade da separação estava em um pico terrível. Imagino eu que ainda tenha sido reflexo de ter começado na creche em setembro e a adaptação de passar horas longe de mim. Mas foram umas duas semanas de terror, ela chorava por tudo o dia todo e começou até a acordar no meio da noite algumas vezes. Mas passou.

Falando em dentes, ela continua com apenas 6. Dos quais apenas 4 (os incisivos centrais de cima e debaixo) são visíveis de longe. Os dentes dela realmente crescem beeeem devagar depois que rasgam a gengiva.

A ansiedade da separação melhorou um pouco, mas ela é muito grudada em mim. Eu até fui reler o blog da Bebella e conversando com meu marido e familiares, concluímos que ela realmente é mais agarrada em mim do que a Bebella era com a mesma idade. Se eu não estiver por perto ela fica feliz. Se eu estou perto ela fica mais manhosa e tem que estar fisicamente grudada em mim. Não serve sentada perto. Tem que ser no meu colo ou de preferência agarrada no meu pescoço. Se ela souber que eu estou em casa ou em algum ambiente, não aceita mais ninguém, nem o pai. Eu confesso que acho extremamente exaustivo e fico com pena da Bebella porque tem hora que é impossível dar uma atenção de qualidade com a Lia pendurada e berrando se eu tiver a audácia de coloca-la no chão por uns segundos. Mas vamos que vamos, porque eu sei que é fase e quando passar eu vou sentir falta. Aloka.

Ela começou a fazer aula de natação! Eu nunca vi porque ela vai com o pai, mas ele disse que ela ama. É a única bebê da turma que não odeia água na cara e até mergulha! 

Ela dá beijo, dá tchau, aponta para as coisas que quer. Imita ações do tipo pentear cabelo, colocar roupa e sapato, etc. Passou uns dias com uma verdadeira obsessão de ficar balançando a língua de um lado pro outro e fazendo um barulho muito engraçado. Era o dia todo com a língua de fora balançando.

Ela sabe trocar as coisas de mão quando a estamos vestindo ou colocando casaco. Por exemplo, se ela estiver com um brinquedo ou uma comida na mão, ela dá um braço pra gente vestir, aí eu falo "troca de mãozinha" e ela troca o objeto pra outra mão pra podermos vestir o outro braço. A Bebella também fazia isso e eu acho mega fofo e esperto.

Ela continua AMANDO música. Qualquer música que ela ouça, seja na TV, no carro, algum brinquedo ou a gente cantarolando, ela pára o que estiver fazendo e começa a se sacudir e dançar, toda feliz.

Ela tem umas manias bem engraçadas. A primeira é a mania de se sentar dando as costas para algo. É difícil de explicar, mas ela só se senta dando as costas para alguma parede, sofá ou estante. Mas sem se encostar, não é que ela queira ou precise de suporte pras costas, mas ela parece que não gosta de estar com a retaguarda "desprotegida", hahaha. Se a gente coloca ela sentadinha no meio do playroom ou da sala ela vai arrastando a bundinha até ficar com as costas na estante ou no sofá.

Uma outra mania engraçada é de guardar as coisas. Como todo bebê ela ama esparramar as coisas. Mas ela ama juntar e guardar. Se tem algo espalhado, tipo peças de quebra-cabeça, ela começa a colocar tudo dentro de alguma caixa ou saco. Eu acho uma maravilha na hora de arrumar os brinquedos. É só a gente começar a guardar as coisas que ela vem ajudar. Também ama lencinhos umedecidos, se ela vê o pacote grita até a gente dar um. E sabe o que ela faz? Limpa o chão, as prateleiras, os brinquedos, o que for.  Quando eu vejo que ela e a Bebella têm essas manias de organizar e limpar, eu não sei até que ponto é delas ou é reflexo de ter pai e mãe com TOC que gostam das coisas arrumadas. Mas fazer o que, melhor que elas estejam adaptadas ao ambiente, hahaha.

Ela continua gostando de brincar com bonecas e bonecos (daqueles menores, tipo figurine), livros, telefones (de brinquedo ou de verdade) e controles remotos. Mas a brincadeira preferida é com toda a certeza desenhar. Acho que de tanto ver a irmã desenhando o dia todo ela pegou o mesmo amor. É a coisa mais fofa as duas sentadas ou deitadas de bruços com um papel e uma caixa de giz de cera desenhando por um tempão. E a Lia pega no giz ou caneta ou lápis certinho. Eu fico impressionada com o pencil grip dela. Quando ela rabisca o papel ela olha encantada e mostra pra gente feliz da vida.

Continua obediente de acordo com os limites da idade. Entende "não" super bem. A Lia não é de mexer nas coisas como a Bebella era. Ela gosta de ficar perto da gente e não sai pela casa sozinha abrindo portas e armários, escalando nas coisas, etc. Depois de ter tido a Bebella acho isso um alívio hahaha.

Ainda não anda, mas adquire cada vez mais confiança. Ela sobe a escada sozinha (com a gente atrás pertinho, claro) Em outubro ela começou a soltar as coisas e ficar de pé cada com segurança cada vez mais. Depois começou a dar passinhos sem se segurar. Agora ela dá muitos passos sozinha, às vezes 6, 7 ou mais. Está quase quase andando, mas vamos esperando o ritmo dela. Mãe de segunda viagem torce para demorar a andar porque sabe que quando anda... acabou o sossego de verdade! 

Até outubro o vocabulário dela era formado por "mamã", "bebé", "ága" (água) e "dadá" (daddy). Aí em outubro ela simplesmente parou de falar. Continuava balbuciando e falando em linguagem de bebê, mas não falava mais as palavras com sentido que ela já falava antes. Eu acredito que tenha sido o choque de começar a creche. Ela passou de ficar o dia todo comigo falando Português a maior parte do tempo para um ambiente com inglês o tempo todo. Isso é comum em crianças bilíngues. 

Mas acho que foi só um período de adaptação que o cérebro dela precisou e após umas semanas de silêncio do nada ela voltou a falar. Mas na primeira semana ou 10 dias ela voltou a falar mamã, Bebé e dadá e começou a falar "mamá" (com o "a" berm aberto, diferente de mamà fechado). Mamá era uma palavra que servia para tudo que não fosse eu, a irmã ou o pai. Era muito engraçado, TUDO na vida era mamá pra ela.

Agora ela parou e só fala mamá para bebidas em geral, a chupeta ou quando quer muito algo e não estamos entendendo e ela fica desesperada. Outras palavras que ela fala são "cat" ou "gat" para o gato que mora no nosso quintal e ela tem verdadeira obsessão (vou fazer um post sobre isso), "look" pra mostrar algo pra gente e "papá" pro sapato (papato).

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